Nov212008
08:37:26
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ZONA DE DESCONFORTO
Existem momentos na vida em que nos sentimos insatisfeitos, sem ao menos conseguirmos estabelecer com precisão com o “quê”. São questionamentos confusos, muitas vezes detonados por algum fato inesperado, que invade nossa calma aparente e nos deixa, sem rumo. Porém, o mais surpreendente, é que justamente nesses momentos de caos, descobrimos nossas potencialidades, novas possibilidades e um desejo ardente pela vida. Nada de novo há nessa constatação. Se olharmos a história e a própria formação do cosmos, veremos que a ordem somente se completa depois de um turbilhão, de uma grande explosão, ou mesmo de uma guerra. Que universo fantástico surgiu após o big-bang!
Mas o ser humano é mais complexo. E tão logo começa a navegar num mar de calmaria, sente-se novamente em meio à tormenta. Surgem novas dúvidas, parte em novas buscas, desejoso de mais, mas sem saber “o quê”. No entanto o privilégio de experimentar essa insatisfação interior sem causa visível é dádiva de poucos. Muitos contentam-se com o equilíbrio, com a estabilidade. Sonham, quando sonham, com a casinha própria, comprada com sacrifício, a esposa ou o marido compreensíveis, filhos saudáveis, um punhado de alegrias de shopping center, um emprego seguro e só. Viver na corda bamba, com um friozinho no estômago exige coragem e não uma estagnação medíocre. Quando nos sentimos insatisfeitos, na verdade estamos questionando um padrão de felicidade quadrada que nos foi imposto ao longo da vida e percebendo que podemos chegar mais longe. Nesses momentos descobrimos que a busca não é o resultado de uma vivência de fracassos, mas o reconhecimento de potenciais internos ainda não explorados. Somente quem sabe que pode mais, parte em busca desse mais e se incomoda com a tranqüilidade de uma vida pequena, baseada em conquistas materiais.
Gosto de não me sentir dentro do pensamento coletivo e persistir na minha busca por mais, sem muitas vezes saber “o quê”. Costumo dizer que me mantenho na superfície, amparada por bóias. São meus pequenos sonhos, que uma vez concretizados, desinflam e me fazem partir em busca de outras formas de sustentação, de outros motivos simples para SENTIR a vida (são viagens curtas ou longas, um filme diferente, um curso muito desejado, um livro complexo, uma tarde com crianças, um vinho bem acompanhado, um ato de caridade, um poema bem escrito, um roteiro finalizado, um concurso premiado.... coisas pequenas ? Quanto prazer tenho nisso! ), mas nunca deixo de polir meus sonhos maiores. A rotina muitas vezes corrompe esses sonhos, deixa a mente ocupada com pequenos afazeres, e o tempo passa. Mas aí, por algum motivo, experimento meu big-bang particular e parto armada para uma nova luta. Então, é quando percebo, que ninguém jamais me fará feliz, porque a felicidade é uma conquista pessoal, é um processo de crescimento interior e muito particular. Não existe receita pronta, e aquilo que adoça a alma de um pode não ter efeito no outro. Também descubro que a espada empunhada pelo outro, pode me ferir, deixar cicatrizes definitivas, mas só me matará se eu permitir.
O importante é perceber que a estrada sempre terá obstáculos, muitas curvas fechadas, muitos buracos profundos, estará escorregadia, podemos nos acidentar, nos ferir, ter que enfrentar imensos túneis escuros, mas nada pode nos fazer desistir da viagem. Ao longo do caminho também tem encostas floridas, o sol nascente no horizonte, um céu cravejado de estrelas e a sensação de vitória quando se olha o trajeto percorrido e tantas guerras vencidas. Essa é a única forma de completar a viagem. Quem não quiser experimentar o desconforto da dúvida e da insatisfação é só sentar na calçada e deixar a vida passar.
Mas o ser humano é mais complexo. E tão logo começa a navegar num mar de calmaria, sente-se novamente em meio à tormenta. Surgem novas dúvidas, parte em novas buscas, desejoso de mais, mas sem saber “o quê”. No entanto o privilégio de experimentar essa insatisfação interior sem causa visível é dádiva de poucos. Muitos contentam-se com o equilíbrio, com a estabilidade. Sonham, quando sonham, com a casinha própria, comprada com sacrifício, a esposa ou o marido compreensíveis, filhos saudáveis, um punhado de alegrias de shopping center, um emprego seguro e só. Viver na corda bamba, com um friozinho no estômago exige coragem e não uma estagnação medíocre. Quando nos sentimos insatisfeitos, na verdade estamos questionando um padrão de felicidade quadrada que nos foi imposto ao longo da vida e percebendo que podemos chegar mais longe. Nesses momentos descobrimos que a busca não é o resultado de uma vivência de fracassos, mas o reconhecimento de potenciais internos ainda não explorados. Somente quem sabe que pode mais, parte em busca desse mais e se incomoda com a tranqüilidade de uma vida pequena, baseada em conquistas materiais.
Gosto de não me sentir dentro do pensamento coletivo e persistir na minha busca por mais, sem muitas vezes saber “o quê”. Costumo dizer que me mantenho na superfície, amparada por bóias. São meus pequenos sonhos, que uma vez concretizados, desinflam e me fazem partir em busca de outras formas de sustentação, de outros motivos simples para SENTIR a vida (são viagens curtas ou longas, um filme diferente, um curso muito desejado, um livro complexo, uma tarde com crianças, um vinho bem acompanhado, um ato de caridade, um poema bem escrito, um roteiro finalizado, um concurso premiado.... coisas pequenas ? Quanto prazer tenho nisso! ), mas nunca deixo de polir meus sonhos maiores. A rotina muitas vezes corrompe esses sonhos, deixa a mente ocupada com pequenos afazeres, e o tempo passa. Mas aí, por algum motivo, experimento meu big-bang particular e parto armada para uma nova luta. Então, é quando percebo, que ninguém jamais me fará feliz, porque a felicidade é uma conquista pessoal, é um processo de crescimento interior e muito particular. Não existe receita pronta, e aquilo que adoça a alma de um pode não ter efeito no outro. Também descubro que a espada empunhada pelo outro, pode me ferir, deixar cicatrizes definitivas, mas só me matará se eu permitir.
O importante é perceber que a estrada sempre terá obstáculos, muitas curvas fechadas, muitos buracos profundos, estará escorregadia, podemos nos acidentar, nos ferir, ter que enfrentar imensos túneis escuros, mas nada pode nos fazer desistir da viagem. Ao longo do caminho também tem encostas floridas, o sol nascente no horizonte, um céu cravejado de estrelas e a sensação de vitória quando se olha o trajeto percorrido e tantas guerras vencidas. Essa é a única forma de completar a viagem. Quem não quiser experimentar o desconforto da dúvida e da insatisfação é só sentar na calçada e deixar a vida passar.
Sindicação
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