Dez112008
18:00:55
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POR QUE A POESIA EM TEMPOS DE INDIGÊNCIA?
“Eu canto porque o instante existe / e a minha vida está completa / Não sou alegre nem sou triste / sou poeta.” (Cecília Meirelles)
Muitos são os instantes cantados pelos regentes das palavras. Poesia é assim, tem distintas fases, diversas faces. Ora é catarse, ora reflexão. Munidos de versos os poetas são capazes de nos envolver numa emaranhada teia de questionamentos ou simplesmente exacerbar nossos mais caros sentimentos. A poesia denuncia, apazigua, encanta, emociona, nos deixa perplexos diante de esculturas perfeitas trabalhadas em letras e emoção. Existem poemas que nos surpreendem , mesmo quando descrevem situações com as quais nos deparamos constantemente. A realidade em versos é explícita, doída, nos acerta um soco no estômago e nos faz acordar...
“Somos muitos Severinos / iguais em tudo e na sina / a de abrandar estas pedras / suando-se muito em cima / a de tentar despertar / terra sempre mais extinta” ( João Cabral de Melo Neto )
Também é desconfortável a poesia espelho, aquela que mostra nosso retrato estampado nas palavras e nos leva a pensar na transitoriedade e nas contradições da vida .
“O Mundo não se fez para pensarmos nele / (Pensar é estar doente dos olhos) / Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...” ( Fernando Pessoa )
E então, livres do pensar, podemos nos embriagar de palavras , que nos deixarão desorientados, perplexos ,emocionados ou encantados, mas jamais indiferentes. Quando tanto nos falta, é fundamental bebermos do néctar-seiva poesia para continuarmos acreditando no amor e na vida. Posto que poesia é o fato eternizado na escrita mas é também e acima de tudo a esperança tatuada nas entrelinhas dos poetas.
“Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto / Esse eterno levantar-se depois de cada queda / Essa busca de equilíbrio no fio da navalha / Essa terrível coragem diante do grande medo/ e esse medo infantil de ter pequenas coragens” ( Vinícius de Moraes )
“Eu canto porque o instante existe / e a minha vida está completa / Não sou alegre nem sou triste / sou poeta.” (Cecília Meirelles)
Muitos são os instantes cantados pelos regentes das palavras. Poesia é assim, tem distintas fases, diversas faces. Ora é catarse, ora reflexão. Munidos de versos os poetas são capazes de nos envolver numa emaranhada teia de questionamentos ou simplesmente exacerbar nossos mais caros sentimentos. A poesia denuncia, apazigua, encanta, emociona, nos deixa perplexos diante de esculturas perfeitas trabalhadas em letras e emoção. Existem poemas que nos surpreendem , mesmo quando descrevem situações com as quais nos deparamos constantemente. A realidade em versos é explícita, doída, nos acerta um soco no estômago e nos faz acordar...
“ Vi ontem um bicho/ Na imundície do pátio / Catando comida entre os detritos ( Manuel Bandeira )
Outros grandes maestros são extremamente realistas e contundentes e nos conscientizam, expondo as misérias sofridas por tantos homens-bicho da nossa sociedade fragmentada.“Somos muitos Severinos / iguais em tudo e na sina / a de abrandar estas pedras / suando-se muito em cima / a de tentar despertar / terra sempre mais extinta” ( João Cabral de Melo Neto )
Também é desconfortável a poesia espelho, aquela que mostra nosso retrato estampado nas palavras e nos leva a pensar na transitoriedade e nas contradições da vida .
“E agora, José? / A festa acabou / a luz apagou ,o povo sumiu, / a noite esfriou,e agora, José? / e agora, Você ? ( Carlos Drummond de Andrade )
Mas talvez o bom seja apenas sentir os versos , talvez a poesia não seja feita para pensarmos nela , assim como o mundo...“O Mundo não se fez para pensarmos nele / (Pensar é estar doente dos olhos) / Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...” ( Fernando Pessoa )
E então, livres do pensar, podemos nos embriagar de palavras , que nos deixarão desorientados, perplexos ,emocionados ou encantados, mas jamais indiferentes. Quando tanto nos falta, é fundamental bebermos do néctar-seiva poesia para continuarmos acreditando no amor e na vida. Posto que poesia é o fato eternizado na escrita mas é também e acima de tudo a esperança tatuada nas entrelinhas dos poetas.
“Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto / Esse eterno levantar-se depois de cada queda / Essa busca de equilíbrio no fio da navalha / Essa terrível coragem diante do grande medo/ e esse medo infantil de ter pequenas coragens” ( Vinícius de Moraes )
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