Fev222010
19:23:47
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PLAYMOBIL
Levei anos para ser construída...
peças e mais peças
peças sobrepostas
em cores diversas
fui armada em branco
amarelo, azul
cor-de-rosa....
muitos tons pastéis...
roxo? Não !
menos ainda o vermelho
Não me pouparam a transparência
nuanças da inocência...
com matizes bem comportados
fui montada, afinal
com a engrenagem se movendo
como manda o manual...
Hoje , o playmobil de um metro e setenta
já não funciona tão bem
depois de alguns tropeços
um sudoeste a bombordo
um intemperismo físico-químico
duas ou três erupções
uma topada mais forte
e uma estocada no peito
muitos blocos se perderam pelo caminho
outros tantos , se deslocaram
e não consigo reagrupá-los...
tento buscar seus espaços
mas são lacunas estreitas
ou largas demais
então ... o brinquedo para
não consegue caminhar
não reconhece seus mecanismos...
Preciso desconstruir o tal modelo
esparramar todas as peças no chão
e dar início à outra montagem
adicionar uma nova conexão
jogar as obsoletas no lixo
usar cores estapafúrdias
vários matizes de branco
misturar vermelho, preto, roxo e lilás
remontar tudo , de ponta à cabeça
me refazer , usando minhas próprias mãos
minhas verdades , minhas convicções
sem convenções emprestadas
sem regras ditadas
sem o discurso
do sonho alheio
assim... verei no espelho
alguma coisa sem definição
sem rótulo pré-estabelecido
com peças a mais
com peças faltando
andando de lado
de repente, pra trás...
não importa...
não existe perfeição,
não existe regra pra criação
nem certezas definitivas
há um percurso contraditório
em meio ao caos , ao purgatório
cercado de esperanças e expectativas
traçado em linhas mal definidas
apoiado em sonho e tesão
há a concepção, da minha própria vida
peças e mais peças
peças sobrepostas
em cores diversas
fui armada em branco
amarelo, azul
cor-de-rosa....
muitos tons pastéis...
roxo? Não !
menos ainda o vermelho
Não me pouparam a transparência
nuanças da inocência...
com matizes bem comportados
fui montada, afinal
com a engrenagem se movendo
como manda o manual...
Hoje , o playmobil de um metro e setenta
já não funciona tão bem
depois de alguns tropeços
um sudoeste a bombordo
um intemperismo físico-químico
duas ou três erupções
uma topada mais forte
e uma estocada no peito
muitos blocos se perderam pelo caminho
outros tantos , se deslocaram
e não consigo reagrupá-los...
tento buscar seus espaços
mas são lacunas estreitas
ou largas demais
então ... o brinquedo para
não consegue caminhar
não reconhece seus mecanismos...
Preciso desconstruir o tal modelo
esparramar todas as peças no chão
e dar início à outra montagem
adicionar uma nova conexão
jogar as obsoletas no lixo
usar cores estapafúrdias
vários matizes de branco
misturar vermelho, preto, roxo e lilás
remontar tudo , de ponta à cabeça
me refazer , usando minhas próprias mãos
minhas verdades , minhas convicções
sem convenções emprestadas
sem regras ditadas
sem o discurso
do sonho alheio
assim... verei no espelho
alguma coisa sem definição
sem rótulo pré-estabelecido
com peças a mais
com peças faltando
andando de lado
de repente, pra trás...
não importa...
não existe perfeição,
não existe regra pra criação
nem certezas definitivas
há um percurso contraditório
em meio ao caos , ao purgatório
cercado de esperanças e expectativas
traçado em linhas mal definidas
apoiado em sonho e tesão
há a concepção, da minha própria vida
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