Set272009
AS MÃOS
As mãos que ora se erguem
a lançar-te dolorido adeus
são as mesmas que sanaram feridas
e foram acalanto, pros prantos teus
contiveram a hemorragia profusa
que vertia da tua alma confusa....
ungiram as chagas do teu peito
acolheram teu coração
aplacaram a solidão dos dias
te deram alegrias, curaram traumas...
E nas noites fugidias
foram pouso, do teu prazer...
traduziam caladas em carícias
o que as palavras não sabiam dizer
As mãos que ora escrevem
solitárias na noite fria
enxugam também as tormentas
que emanam do meu degredo
tentando emergir em vão
o naufrágio da fantasia
Seguirão insones pela vida
guardando nas linhas , segredos
marcas invisíveis e intensas
deixadas pelos teus dedos
das vezes que se encontraram
e se fundiram como aço ao calor
Nas minhas mãos faltam pedaços
deixados por teu desamor
As mãos que ora se erguem
a lançar-te dolorido adeus
são as mesmas que sanaram feridas
e foram acalanto, pros prantos teus
contiveram a hemorragia profusa
que vertia da tua alma confusa....
ungiram as chagas do teu peito
acolheram teu coração
aplacaram a solidão dos dias
te deram alegrias, curaram traumas...
E nas noites fugidias
foram pouso, do teu prazer...
traduziam caladas em carícias
o que as palavras não sabiam dizer
As mãos que ora escrevem
solitárias na noite fria
enxugam também as tormentas
que emanam do meu degredo
tentando emergir em vão
o naufrágio da fantasia
Seguirão insones pela vida
guardando nas linhas , segredos
marcas invisíveis e intensas
deixadas pelos teus dedos
das vezes que se encontraram
e se fundiram como aço ao calor
Nas minhas mãos faltam pedaços
deixados por teu desamor
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