Jan022011
E NÃO É QUE O ANO ACABOU ?
Passou assim,
sem dizer a que veio
Ano besta , que nem dor deixou
Sem frustração
Nem amor correspondido
Sem desejo saciado
Sem saudade,
Sem sonho etéreo
Sem frisson
Esse foi um ano concreto,
Pintado de cinza, preto ou marrom
Daqueles que a gente esquece
Daqueles que não têm marca
Meio vácuo na existência
Sem um quê de esperança
Um quiçá
2010, foi uma estância
Não teve beijo inesquecível
De encontro ou despedida
Não veio o carro novo
Uma visita inesperada
Aquela conquista aguardada
Ou um show que emocionasse
Uma grande desilusão
Um poema do caralho
Uma estocada no coração
Um afago
Um luzir
Não foi ano de semeadura
Nem tampouco de colheita
Foi tempo de varredura
De aragem do terreno
De deixar o solo limpo
Para cultivar os novos grãos
Passou assim,
sem dizer a que veio
Ano besta , que nem dor deixou
Sem frustração
Nem amor correspondido
Sem desejo saciado
Sem saudade,
Sem sonho etéreo
Sem frisson
Esse foi um ano concreto,
Pintado de cinza, preto ou marrom
Daqueles que a gente esquece
Daqueles que não têm marca
Meio vácuo na existência
Sem um quê de esperança
Um quiçá
2010, foi uma estância
Não teve beijo inesquecível
De encontro ou despedida
Não veio o carro novo
Uma visita inesperada
Aquela conquista aguardada
Ou um show que emocionasse
Uma grande desilusão
Um poema do caralho
Uma estocada no coração
Um afago
Um luzir
Não foi ano de semeadura
Nem tampouco de colheita
Foi tempo de varredura
De aragem do terreno
De deixar o solo limpo
Para cultivar os novos grãos
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