TRÂNSITO
O tempo passa e urge senti-lo
mesmo embora, breve nos pareça
mesmo ralo e inconsistente é coeso
pois não o vemos,mas podemos medi-lo
Meço as horas com contas futuras
o passado é ampulheta quebrada
o que se foi, são lembranças apenas
o que virá, é curva de estrada
Trafego no tempo sem esquadros, sem meada
aproveito a aurora e o ocaso dos dias
sei que cada hora não volta, e não tarda
nova era enrolada em novelo
Quero o tempo nas mãos , mas não quero contê-lo
pois por ele , sei , serei contida
trafego livre , driblando o prelo
sou apenas viajante, um passageiro da vida