“Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto / Esse eterno levantar-se depois de cada queda / Essa busca de equilíbrio no fio da navalha / Essa terrível coragem diante do grande medo/ e esse medo infantil de ter pequenas coragens”
( Vinícius de Moraes )

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Visualização dos artigos postados o: 12/11/2008

Nov122008

ALFORRIA
A vida às vezes é como pedreira
nos expõe à monólitos
que precisamos romper
e mesmo com dinamites e picaretas afiadas

os calos saltam na pele e na alma...

 Depois há de se tirar os escombros
para que a estrada esteja pronta
a uma nova jornada...
para que o sol volte a nascer
a cada manhã
sem se temer a escuridão
de breves madrugadas
 
Se anuncia uma nova paisagem...
mas a velha poesia ainda reclama...
 
Entope a garganta,
em dedos paralisados
adentra o peito
perdendo a razão
se esvai pelos poros
escorre entre os seios
rodeia meu ventre
mas pára na mão
grita enclausurada
em versos rimados
em letras libertas
de anseios e paixão
 
mas espera o momento
da mente, e na calma
para enfim , como amantes
distantes no tempo
se encontrem sem amarras
sem medos e poréns....
 
....a palavra exata
o verbo guardado
sentimento represado
coberto com véu...
 
nascerá como um gozo
repleto, acabado
o poema mais belo
sobre a folha de papel...
e enfim satisfeita
exausta, completa
inteira e refeita
( apesar da pedreira)
assinarei, simplesmente
sem algemas e pra sempre
apenas...Fabiana de Oliveira

Fabi · 80 vistos · 0 comentários